Especialista em Marketing, Empreendedorismo e Gestão de Empresas.
Consultor e Palestrante do SEBRAE-BA.
É
professor de marketing das Faculdades Integradas de Jequié. Mestrando
em Administração Estratégica pela UNIFACS.
E co-autor do livro: Empreendedorismo e Gestão Mercadológica.Editora
Casa da Qualidade.
Sorveteria é um bom negócio?
Sim, ainda mais que vivemos em um País de clima tropical. Nas cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes, que possuem clima quente, as pessoas têm o hábito de tomar sorvetes, como suprir necessidades básicas, fome, sede e o próprio momento de encontrar amigos, parentes e pessoas da família. O ponto de venda acaba funcionando como um ponto de encontro. Para vender mais e melhor, o empreendedor da sorveteria precisa ficar atento à sazonalidade baixa, e nos meses de inverno, oferecer novas opções de produtos ou serviços: tortas, doces, café e chocolate quente.
Na gestão do marketing, o empreendedor da sorveteria vai encontrar lições valiosas para encantar e fidelizar clientes:
Lição n. 1: “prove seu sorvete de vez em quando”.
Crie o hábito de experimentar todos os seus produtos, sorvetes, doces, tortas, para ter a certeza de que seus clientes estão recebendo produtos frescos e saborosos. Pense nisto: se alguma coisa não sair bem o suficiente para o dono do negócio, também não será bom para oferecer aos clientes. Nunca esqueça de conferir a data de validade do leite, e conferir se as frutas não estão estragadas. Regra de ouro do marketing: “ coloque-se no lugar do cliente para entender como ele se sente”.
Lição n. 2: Cobre o preço justo.
Formule seu preço. Calcule seus custos fixos e variáveis, depois entenda o mercado, e o preço da concorrência. Procure estabelecer um preço de equilíbrio, levando sempre em consideração a necessidade de aumentar os preços, mas atento ao risco de seus clientes decidirem comprar o sorvete em outro lugar. Para tomar a decisão de alterar os preços de seus produtos, considere os três fatores: o preço da concorrência; os custos totais, a margem de lucro; a pesquisa de mercado. É importante a pesquisa de preços, para saber sobre as novas tendências, e o poder de compra do consumidor. Assim, você não vai ficar com um preço muito fora do padrão.
Lição n. 3: Clientes são pessoas. Conheça o nome dos clientes e suas preferências.
Quando um cliente entrar na sua loja, aproveite para dar um bom dia, trate-o com gentileza, fale o seu nome , e tenha uma atitude profissional.
No dia a dia dos negócios, encontramos clientes de vários tipos: o grosseiro, o irritado, o cliente mal-educado, que é muito desagradável, mas bem pior é a sua atitude preconceituosa. Jamais julgue seus clientes pela aparência, cor, raça e classe social. Tudo o que você deseja é vender seus produtos e oferecer bons serviços.
Lição n. 4: Mantenha um padrão de qualidade.
Este é o maior segredo no ramo de alimentação. Sirva sempre com o mesmo padrão de qualidade. Não é porque o negócio está em expansão que você vai deixar a “peteca” cair. Negócios lucrativos e padronizados geram a modalidade de franquias. O modelo de negócio de uma boa sorveteria pode virar franquia. Muito além do encantamento é dar atenção ao consumidor desde o momento que ele entra na loja até sair, evitando a espera longa para comprar ou pagar as contas. Ninguém gosta de esperar para ser atendido em uma longa fila. Treine seus funcionários para criar um ambiente agradável focado no cliente, gerando uma imagem positiva da empresa.
Lição n. 5: Trate bem seus funcionários.
Equipe motivada gera cliente satisfeito. Quando você estimula seus funcionários a tratar bem o cliente, e oferecer algo mais a todos que entrarem na loja, como por exemplo: deixar o cliente modificar o sorvete como quiser, incluindo castanhas, cereja, chantilly e outros confeitos.
Ofereça sempre algo mais, um sorvete com diversos sabores, sorvetes naturais, da própria fruta, com calda de morango, cobertura de chocolate, de casquinha ou copinho, maiores quantidades, e gerando um pouco mais de lucro para seu negócio.
Lição n 6: Trate bem seus concorrentes e fornecedores.
Na região onde está localizada seu ponto comercial, visite seus concorrentes e conheça suas instalações, e as de outros empreendimentos, passe para desejar um bom dia de vez em quando. Visite as lojas da região para apresentar a sua loja, divulgue o lançamento de novos produtos ou serviços.
Lição n. 7: Apaixone-se pelo seu negócio.
Tome conta de seu negócio. Seja um apaixonado. É olho do dono que engorda a boiada. A paixão é o molho forte e picante da vida. Quando você se acostumar com seu gosto, não passará mais sem ele. Foque naquilo que você conhece. “Ponha todos os seus ovos no mesmo cesto, e tome conta do cesto”. Agarre a oportunidade com paixão, pois se você deixar para amanhã a decisão que precisa tomar, a oportunidade talvez nunca chegue.
Lição n. 8: Manutenção das máquinas, limpeza e higiene são fundamentais para o sucesso da sorveteria.
Uma bela sorveteria exige um piso limpo, higiene e limpeza, boa iluminação. Espaço agradável, de fácil acesso, com mesas e cadeiras para reunião e encontro de pessoas. Os atendentes devem estar uniformizados, com boa aparência e um largo sorriso no rosto. Pense nisto: “Um sorriso é a menor distância entre duas pessoas”.
Lição n. 9: Substitua o sorvete que caiu no chão .
Ofereça um sorvete com calda de morango, uma cereja e um sabor adicional. Substitua o sorvete que caiu no chão. A mãe da criança que deixou o sorvete cair vai ficar encantada com a sua atitude de oferecer outro sorvete à criança sem cobrar nada por isso. Sua atitude positiva ajuda a construir uma boa imagem de seu negócio, sabe por quê? é muito melhor sacrificar os lucros a curto prazo em favor da imagem positiva do seu empreendimento a longo prazo.
Lição n 10: Conheça seu produto, seu cliente e pague as contas em dia. Economizar faz parte da estratégia do negócio.
Consumidores buscam informações sobre os benefícios do produto. Pessoas que estão de dieta ou têm diabetes estão controlando a ingestão de açúcar e precisam conhecer as informações nutricionais daquilo que comem. Um vendedor bem informado estimula a autoconfiança e ajuda o cliente na hora de tomar decisões de compra. Pague as contas em dia, evite desperdícios de embalagem, e economize na conta de luz, água e telefone. Fornecedores são altamente comprometidos quando você não atrasa as faturas. O bom relacionamento entre empresas e fornecedores é baseado em confiança e respeito.
Palestras sobre empreendedorismo e marketing.
Visite o site: www.rosivalfagundes.com.br
contato@rosivalfagundes.com.br
Empreendedor Individual: “Formalize-se Agora”
Está confirmada a entrada no ar do novo sistema de registro do Empreendedor Individual na próxima 2ª feira, dia 08 de fevereiro, às 9 hs. O Portal do Empreendedor permanece inalterado, com mudanças à partir do clique no botão “Formalize-se Agora”, que é quando o interessado é levado para o sistema de registro.
WWW.PORTALDOEMPREENDEDOR.GOV.BR
- CLICAR EM FORMALIZE-SE
Escolher uma das três opções:
- nova inscrição
- consulta e emissão do Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (só tem acesso após envio da inscrição)
- imprimir carnê de pagamento (só tem acesso após envio da inscrição)
TELA NOVA INSCRIÇÃO – ACESSO: Informar número do CPF e data de nascimento.
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO:
• NOVA INSCRIÇÃO
CPF – É automaticamente preenchido com o nº informado na tela anterior
Data de Nascimento – É preenchido com o a data de nascimento informada na tela anterior
• IDENTIFICAÇÃO
Nome Empresarial – É automaticamente preenchido com o Nome Civil acrescido do nº do CPF.
Nacionalidade, sexo e nome do empresário – São automaticamente preenchidos, conforme constam no cadastro do CPF.
Nome da Mãe – É automaticamente preenchido com os dados do CPF, se houver. Caso não conste naquele cadastro, o sistema apresentará “nome da mãe não consta no cadastro do CPF” e o interessado deve preencher o campo.
Nº da Identidade, órgão emissor e UF do órgão emissor – deverão ser preenchidos.
Telefone para contato – Obrigatório (fixo ou celular)
E-mail – opcional.
• ATIVIDADES
Ocupação Principal -
Ocupação Secundária – podem ser escolhidas até 15 atividades. Ao selecionar a atividade constante da lista, clicar no botão ► , e a mesma será automaticamente preenchida no campo ao lado. Caso queira retirar uma atividade selecionada, marcar a atividade no quadro ao lado e clicar em ◄, a mesma será excluída. Caso queira retirar todas as atividades secundárias selecionadas, marcar todas e clicar em
Código CNAE Principal – será automaticamente preenchido conforme a atividade principal selecionada.
Código CNAE Secundária – será automaticamente preenchido, caso haja atividade secundária selecionada.
Objeto – será automaticamente preenchido com a(s) atividade(s) principal e secundária(s) selecionada(s), se houver.
Forma de Atuação – deve ser selecionada uma ou mais forma(s) de atuação. Caso haja dúvida, passar o mouse sobre cada forma de atuação que aparecerá um texto explicativo sobre cada uma delas.
• ENDEREÇO COMERCIAL
CEP – Caso não saiba, clicar no auxílio que está na tela. O sistema buscará a informação do endereço do sitio dos Correios.
Tipo de Logradouro – Ex.: Quadra, rua, avenida, etc.)
Logradouro – é o endereço e será automaticamente preenchido com base no CEP informado.
Número – é de preenchimento obrigatório e deverá ser preenchido conforme endereço da empresa.
Complemento – o sistema abrirá uma tela onde deverá ser preenchido o restante do endereço, caso necessário, com os campos “Tipo de Complemento” (a ser selecionado) e “Complemento” (a ser preenchido).
Bairro, Município e UF – são automaticamente preenchidos com base no CEP informado.
Ponto de referência – opcional, para facilitar a localização do endereço comercial.
• ENDEREÇO RESIDENCIAL
- Caso o endereço da residência seja igual ao endereço da empresa, assinalar a opção:
Endereço residencial igual ao endereço comercial
e, automaticamente, os campos para preenchimento do endereço residencial desaparecerão da tela.
- Caso sejam endereços diferentes, seguir os passos do endereço comercial.
- Não haverá ponto de referência a ser preenchido.
• DECLARAÇÃO DE DESIMPEDIMENTO – Obrigatório
• DECLARAÇÃO DE OPÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL E TERMO DE CIÊNCIA E RESPONSABILIDADE COM EFEITO DE ALVARÁ DE LICENÇA E FUNCIONAMENTO PROVISÓRIO - Obrigatório
• DECLARAÇÃO DE ENQUADRAMENTO COMO MICROEMPRESA (ME) – Obrigatório
• DECLARAÇÃO DE CAPACIDADE – Somente para os maiores de 16 e menores de 18 anos, EMANCIPADOS.
Após preenchimento e conferência visual dos dados, clicar em ENVIAR.
Aparecerá uma tela para confirmação dos dados.
O sistema automaticamente mostrará o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual, que servirá como comprovante da referida inscrição, o qual poderá ser acessado posteriormente por meio do CPF e data de nascimento, na:
- TELA FORMALIZE-SE
Para consultar certificado, clique aqui.
(*) - Campos de preenchimento obrigatório
IMPORTANTE:
A declaração de opção pelo simples nacional e termo de ciência e responsabilidade com efeito de alvará de licença e funcionamento provisório somente deverá ser assinalada caso o Empreendedor Individual tenha obtido informações prévias sobre o exercício da sua atividade no local desejado e tenha conhecimento e atenda os requisitos legais exigidos pelo Estado e pela Prefeitura do Município para emissão do alvará de licença e funcionamento, compreendidos os aspectos sanitários, ambientais, tributários, de segurança pública, de uso e ocupação do solo, atividades domiciliares e restrições ao uso de espaços públicos.
O não-atendimento a esses requisitos acarretará o cancelamento deste Alvará de Licença e Funcionamento Provisório.
Maiores informações : WWW.PORTALDOEMPREENDEDOR.GOV.BR
WWW.SEBRAE.COM.BR
Monte seu negócio!
“Não basta apenas sonhar, deve-se transformar o sonho em ações concretas, reais e mensuráveis. Para isso existe uma simples mais para muitos tediosa , técnica de se transformar sonhos em realidade: o planejamento”- José Assis Dornelas ( 2001. P 93)
1. Defina claramente qual é o seu negócio, o ramo de atividade tem que está afinado com a sua paixão, aquilo que você conhece e gosta de fazer.
2. Teste a viabilidade do negócio. Sua empresa é viável? Como saber?
Faça um plano de negócios. Mas, antes responda o checklist no final deste texto.
3. Localização. Localização e Localização.
A escolha do ponto é fundamental para negócios de varejo. Além da qualidade e o preço dos produtos, para garantir a venda, você tem que escolher um bom ponto comercial. A localização da loja confiável, ambiente intimista e agradável, com música e bom relacionamento. Procure saber se o negócio depende do fluxo de pessoas ou será capaz, sozinho de atrair a clientela? seu produto está voltado para as classes A e B ou é um produto para as classes populares?
Na escolha do ponto comercial é importante pesquisar os seguintes dados:
o poder aquisitivo das pessoas que habitam e circulam pela região, lugares que frequentam e o tempo disponível para as compras.
4. Dedique-se de coração. Conheça seus clientes e procure tratá-los como amigos, e o primeiro passo para conquistá-los é gravar seus nomes. Nunca deixe o cliente esperando. O atendimento precisa ser rápido e eficiente. Produtos de qualidade vem juntos com serviços de qualidade.
5. O que é melhor: comprar ou alugar?
O aluguel proporciona uma maior flexibilidade se você pretende mudar depois para uma área maior, com melhor estacionamento e comodidade para os clientes. Além disso, quando você compra um imóvel para montar seu negócio, está imobilizando capital, o que mais tarde vai fazer falta para suprir as necessidades de compra de mercadorias e manutenção do estoque.
6. Escolha uma boa equipe de funcionários.
Dê preferência quem demonstre ter experiência e conhecimento especializado no ramo, flexibilidade e disposição para aprender sempre, e muita paixão pelos clientes. Jamais deixe de registrar seus funcionários no INSS, Caixa Econômica Federal ( FGTS,) e no sindicato de classe. Pense nisto: funcionários não registrados geram caros processos trabalhistas no futuro.
7. Tem capital para começar ?
Crédito ou capital próprio? no início da atividade recomenda-se disponibilizar parte de seu capital próprio, suas economias, ajuda de parentes e amigos, a venda um carro usado, um sítio ou terreno para investir em seu negócio. Na ocasião da expansão tente um empréstimo bancário, e escolha a melhor opção com taxas de juros fixas nas agências do governo: BB. BN e CAIXA.
8. Crie valor para o cliente.
Preço comunica valor. Não entre na guerra de preços. Procure oferecer outros atrativos para os consumidores, possibilitando uma experiência de compra prazerosa, venda personalizada, ambiente limpo e agradável, velocidade na entrega, e seja sempre profissional no relacionamento com os clientes.
9. Mantenha padrões de qualidade. Entregue o produto ou serviço com a mesma consistência, o mesmo padrão. O esforço tem que ser constante para fornecer sempre o mesmo produto ou serviço de alta qualidade.
10. Faça um cheklist para elaborar seu plano de negócios.
“20” perguntas para respostas do empreendedor iniciante:
1) Qual é o ramo de atividade e o objetivo do negócio que pretende montar?
2) Você identificou um “nicho” de mercado para o seu negócio?
( ) Sim ( ) Não
Se afirmativo, qual?
Gênero: Classe social:
Faixa etária: Região:
3) Você identificou ameaças e oportunidades para o seu negócio?
Ameaças: Fatores desfavoráveis (negócio) situado no ambiente externo do seu negócio. Exemplos: desemprego, concorrência alta, pirataria, concorrência desleal.
Oportunidades: Fatores favoráveis no ambiente externo do seu negócio. Ex: aumento de renda da população, juros baixos, crédito fácil, inflação controlada, redução de taxas e impostos.
4) Quais os pontos fortes e fracos do seu produto ou serviço frente aos dos concorrentes?
Pontos Fortes: Fatores positivos avaliados pelo cliente no ambiente interno do negócio.
Exemplos: qualidade no atendimento e bons serviços, atendimento rápido e agradável, preço justo e boa localização.
Pontos Fracos: Fatores negativos avaliados pelo cliente no ambiente interno do negócio.
Exemplos: preço elevado, fraco atendimento, ausência de estacionamento.
5) Quais os seus principais fornecedores? Como será sua relação com eles?
6) Identifique pelo menos três principais concorrentes e avalie quais motivos levariam as pessoas a adquirirem seu produto ou serviço em vez do oferecido pelos concorrentes?
7) Qual o crescimento previsto para os próximos 5 anos do mercado e do segmento em que pretende atuar?
Quais os hábitos dos seus futuros clientes?
9) A empresa estará localizada onde? Por quê?
10) Quais os custos fixos e variáveis do seu negócio?
11) Qual a rentabilidade mínima esperada por você para que seu negócio seja visto como viável?
12) Qual a forma jurídica de seu empreendimento? Qual é o regime de tributação?
13) Quais impostos incidirão sobre atividade empresarial que pretende exercer? Seu negócio será classificado como micro empresa, empresa de pequeno porte ou médio porte?
14) Você dispõe de quantia necessária para operacionalização do negócio nos dois primeiros anos de funcionamento?
15) Qual será a estratégia de preços da empresa? Qual seu posicionamento frente aos concorrentes?
16) Qual será a estratégia de promoção da empresa? propaganda, internet, merchandising, mala direta.
17) O produto que você pretende oferecer será utilizado em conexão com algum outro? Caso afirmativo, quais são os produtos?
18) Qual será a estratégia de distribuição da empresa diretamente ao consumidor ou utilizando intermediários.
19) Qual é a equipe de pessoal que irá administrar a empresa? De quem será o comando? É o próprio dono ou indicará outra pessoa?
20) Quais as dificuldades e os riscos inerentes a abertura do negócio?
Palestras sobre empreendedorismo e marketing.
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Sempre dá para inovar
Em 1995 Luciano era funcionário de banco quando teve a oportunidade de realizar seu sonho: virar empresário. Em sua cidade, Ipatinga, no interior de Minas Gerais, uma confecção de uniformes profissionais foi colocada à
venda. Contando com o apoio da irmã, que tinha experiência no ramo, o jovem advogado com especialização em finanças resolveu apostar. Negócio fechado, colocou as mãos, a cabeça e o coração à obra. Já na primeira
semana, levou o primeiro susto, pois a fábrica estava produzindo 3 500 peças por mês e o ponto de equilíbrio era de 16 000.
É possível inovar mesmo nos setores tradicionais
Nesses casos, há duas coisas a se fazer:
1) adequar as despesas à receita;
2) aumentar a produção até atingir o equilíbrio e apostar no crescimento da demanda.
É claro que o novo empresário optou pela segunda alternativa, pois desejava crescer. Só que, para aumentar a produção, os custos variáveis aumentariam proporcionalmente, o que significaria que ele estaria cavando
um buraco que só começaria a se fechar após atingir a marca de 16 000 peças. A situação era grave e a única saída era investir na inovação.
Mas é possível inovar em um setor commoditizado, que costuma competir apenas pelo preço? Luciano acreditava que era possível, sim, e começou inovando pela nova missão da empresa: “Uniformizar profissionais com qualidade”, e não apenas costurar uniformes, pois isso “qualquer um faz”.
Mas não ficou só no intangível, ele partiu para as medidas práticas: aumentou a eficiência adquirindo um sistema computadorizado de corte; ganhou flexibilidade com instalação de uma linha de montagem modular;
melhorou a logística montando lojas dentro das plantas dos maiores clientes (Usiminas, ArcelorMittal, Votorantim); criou um programa de incentivos consistente para seus funcionários.
O jovem empreendedor, obrigado pela necessidade de sobrevivência e incentivado pelo desejo de vencer, fez o que nunca havia sido feito em seu setor. Hoje, Luciano produz mais de 60 000 peças por mês e está construindo uma nova fábrica, capaz de acomodar mais de 300 funcionários. Luciano provou que mesmo em um setor tradicional é possível inovar. Eugenio Mussak é professor do MBA da FIA e consultor da Sapiens Sapiens.
PUBLICADO NA REVISTA VOC/S.A
Você S/A / Desenvolva sua carreira / Edição 0136 / Artigos - Papo de líder
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