Especialista em Marketing, Empreendedorismo e Gestão de Empresas.
Consultor e Palestrante do SEBRAE-BA.
É
professor de marketing das Faculdades Integradas de Jequié. Mestrando
em Administração Estratégica pela UNIFACS.
E co-autor do livro: Empreendedorismo e Gestão Mercadológica.Editora
Casa da Qualidade.
O empreendedor de baixa renda
São milhões de empreendedores sonhadores e realizadores, que por necessidade, abrem um pequeno negócio, movimentando a economia da informalidade. Agora , com o MEI-Microempreendedor individual , estes sonhadores brasileiros , de baixa renda, terão respeito e dignidade de verdadeiros empresários.
Por Rosival Fagundes.
Os microempreendedores, realizadores e sonhadores de baixa renda que estão começando seus negócios na contramão das tendências mais fortes, sem escolaridade, não têm um plano de negócios atrativo, nem empréstimo bancário. Como os valores são muito pequenos e os riscos elevados, os bancos não querem financiar esses empreendedores iniciantes.
Como classificar o empreendedor de baixa renda? é um empreendedor por necessidade?
“por necessidade” é aquele empreendedor que não tinha outra escolha, ou seja; estava desempregado e sem alternativas, e assim iniciou seu negócio.
O indivíduo é motivado a empreender quando não tem alternativa razoável de ocupação e renda. No Brasil, existem hoje cerca de 11 milhões de trabalhadores na informalidade, onde as dificuldades econômicas e a baixa escolaridade explicam uma elevada incidência de abertura de novas empresas, motivada por necessidade, o que termina gerando a existência de empreendimentos menos qualificados e mais propensos ao fracasso.
Pesquisas realizadas no mundo inteiro sobre empreendedorismo, apontam que um país com grande quantidade de empreendedores por necessidade tende a ter empresas que duram menos, fecham as portas com mais frequência, enquanto que países com maior quantidade de empreendedores por oportunidade apresentam empresas mais longevas, ou seja, mais sustentáveis e mais voltadas à inovação tecnológica.
O empreendedorismo por oportunidade é aquele em que o empresário inicia uma atividade para melhorar sua condição de vida. No outro extremo, aparece o empreendedorismo por necessidade, em que as pessoas empreendem para sobreviver - com baixos índices de inovação. A diferença entre empreender por sobrevivência e por oportunidade é que, no primeiro caso, o indivíduo não faz pesquisa de mercado, não analisa a concorrência, não faz um plano de negócio e nem se prepara para enfrentar desafios. No Brasil, haverá um novo foco nos microempreendedores, com a criação do empreendedor individual. Os políticos celebrarão suas virtudes e começarão a financiar seus esforços. Os bancos criarão linhas especiais de empréstimos, e as organizações sem fins lucratvos vão acordar de repente e começar a dispensar uma maior atenção a esses micro-heróis. Os milhões de empreendedores do Brasil, e da Índia, necessitam de políticas públicas adequadas, e esforço intenso do governo, para interromper o ciclo da pobreza. Em Bangladesh, o famoso Grameen Bank, do economista Muhammad Yunus, emprestou dinheiro a 2,3 milhões de pessoas, em sua maioria mulheres.
Ao aderir ao programa, do MEI- Microempreendedor individual, estes trabalhadores poderão contar com a chamada “rede de proteção social”, pois sua família poderá contar com pensão por morte e auxílio-reclusão.
Os microempreendedores também terão direito à aposentadoria por idade ou invalidez e ao auxílio-doença. Para as mulheres, há também o salário-maternidade. Com a formalização, o microempreendedor poderá participar de licitações públicas e terá condições de obter crédito junto aos bancos, principalmente os públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
O Sebrae oferecerá cursos e planejamentos de negócios para esses empreendedores. Para se enquadrar na lei, o empreendedor tem que ter faturamento anual até R$ 36 mil, ser optante do Simples Nacional, exercer atividades tipificadas de empreendedor individual e não ser titular, sócio ou administrador de outra empresa. O processo de adesão é gratuito e feito pela internet (www.portaldoempreendedor.gov.br).
A figura do empreendedor individual foi criada para atender, por exemplo, profissionais que atuam de forma autônoma, com doceiros, borracheiros, camelôs, manicures, cabeleireiros e eletricistas. O principal objetivo da criação do empreendedor individual é a inclusão social, ou seja, proporcionar o reconhecimento de cidadania e oferecer cobertura previdenciária. Paralelamente, busca-se a redução da enorme informalidade observada, e com isso, melhorar o ambiente de negócios no Brasil, além da possibilidade de crescimento dessas microempresas em um ambiente seguro, desempenhando uma atividade de forma legal, sabendo que não sofrerá ações do Estado.
O governo brasileiro ainda pode ampliar estes benefícios através da criação de um programa abrangente de educação, saúde, nutrição e serviço social. O objetivo maior do programa é melhorar a saúde da criança, seu desenvolvimento emocional, social, intelectual e físico, além de assistir as famílias para se tornarem auto-suficientes, e parte da renda do programa bolsa-família, poderia ser aplicada na criação de pequenos negócios, estimulando o empreendedorismo e a geração de ocupação e renda.
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Lição de marketing…
Em uma convenção de fabricantes de cervejas brasileiras, reunindo os maiores produtores do país, estavam presentes os presidentes da Brahma, Skol, Kaiser, Antartica, Schin, etc.
Ao término do simpósio todos se reuniram no restaurante para uma “confraternização”. Muito esperto, ao perceber a aproximação do garçom, o presidente da Schin pediu em alto e bom som:
- Garçom, uma Nova Schin, por favor! Isso sim é que é bebida!
Todos se olharam espantados, enquanto ele contemplava sua cerveja, certo de que saíra bem.
Não querendo deixar por menos, o presidente da Brahma sentenciou:
- Amigo! Traga a verdadeira nº.1!
Novamente todos se olharam espantados e ele ficou achando que deu resposta merecida!
Na mesma moeda, o presidente da Kaiser bate na mesa e grita:
- Me vê a do baixinho! Esse sabe das coisas…
E assim, seguiram os presidentes das cervejarias, cada um pedindo a sua maneira, até que chegou a vez do presidente da Skol:
- Garçom! Uma água mineral, por favor!
Todos se olharam abismados, achando que ele perdera uma boa oportunidade de responder a altura. O garçom curioso aproxima-se e pergunta:
- O senhor tem certeza?
Ele respondeu:
- Tenho! Se ninguém vai beber cerveja, eu também não vou!
MEC e CFA assinam convênio
Parceria permitirá que a autarquia aponte as irregularidades, as falhas e as experiências bem sucedidas das IES que oferecem curso de Administração
De acordo com os dados do último Censo da Educação Superior realizado pelo Ministério da Educação (MEC), mais de 740 mil estudantes de graduação estão matriculados em um dos 2.059 cursos de Administração espalhados pelo país. Segundo especialistas, essa expansão é positiva. Por isso, pensando em oferecer cursos com melhor qualidade, o Conselho Federal de Administração (CFA) assinou um convênio com MEC.
O convênio permitirá que o CFA tenha acesso aos projetos pedagógicos das Instituições de Ensino Superior (IES). Esse conhecimento vai auxiliar na construção do parecer por meio do qual o Conselho Regional de Administração (CRA) irá apresentar ao MEC a opinião com relação a atual situação do curso baseadas naquelas proposições de formação do profissional no momento de criação do curso, ou seja, na sua autorização e no momento de seu reconhecimento, considerando, ainda, a renovação de reconhecimento.
Este convênio abre uma oportunidade inédita para que o Sistema CFA/CRAs contribuam não apenas com o MEC, mas com toda a sociedade, por meio de identificação de práticas irregulares, do auxílio na melhoria da qualidade dos cursos de graduação em Administração e da formação de profissionais aptos a desenvolver suas atividades de acordo com a realidade e as exigências do mercado de trabalho. “A sabedoria está em somar esforços, em trabalhar em parceria. Todos ganham: os Conselhos Profissionais, o MEC e toda a sociedade brasileira”, destaca.
Segundo o Diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Paulo Roberto Wollinger, os conselhos profissionais têm muito a acrescentar no processo de avaliação dos cursos de graduação. “A idéia é que cada vez mais a sociedade civil organizada participe do processo de busca pela qualidade da educação superior”, diz.
O CFA já tem larga experiência em manifestação técnica. Anos atrás, a autarquia vem auxiliando o MEC nesse processo. Essa parceria é de longa data. Agora ela foi formalizada, o que dará mais credibilidade as manifestações, lembrando que hoje, no Brasil, existem mais de 300 mil Administradores atuando em áreas empresariais, agronegócios, serviços de saúde, financeira, hospitalar e outras.
Adm. Roberto Carvalho Cardoso
Presidente do CFA
Segredos do sucesso!
“ Sucesso não é apenas uma questão de mérito pessoal, mas diversos outros fatores contribuem para que uma pessoa destaque-se em sua área de atuação e tenha desempenho superior” .
Para o psicólogo e escritor inglês, Malcolm Gladwell, algumas pesssoas têm sucesso e outras não, em razão de vários fatores como: talento, cultura, família, heranças culturais, educação, oportunidades, ambiente, e além de tudo, trabalho duro e muita preparação.
Um das explicações do autor do livro: Fora de Série, Malcolm Gladwell, para que uma pessoa alcance o sucesso, não basta ter talento. ‘Sucesso é o resultado de talento mais preparação”. Para alcançar um nível de excelência em qualquer atividade, são necessários nada menos do que 10 mil horas de prática, o equivalente a 3 horas por dia ( 20 horas por semana), de treinamento durante 10 anos.
Segundo ele, parece que o cerébro precisa desse tempo para assimilar tudo o que é preciso para atingir a verdadeira destreza.
Ao longo de sua carreira, quantas horas você praticou?
Para os psicólogos que analisam as carreiras de sucesso, é a menor parte o papel desempenhado pelo talento e maior se mostra a importância da preparação.É exatamente isso que explica a regra das 10 mil horas. Uma pesquisa realizada com estudantes de música de Berlim na década de 1990, pelo psicólogo K. Andrers Ericsson, indicou que, quando uma pessoa tem capacidade suficiente para ingressar numa escola de música de alto nível, o que a distingue dos demais estudantes é o seu grau de esforço, trabalho duro e muita dedicação.
Mozart, famoso por ter começado a compor aos 6 anos, mas a sua obra prima, o seu concerto original, só foi criado quando ele tinha 21 anos. Mozart vinha compondo concertos por 10 anos. O lendário gênio do xadrez, Bobby Fischer, alcançou um nível de excelência em quase 10 anos de prática.
Os Beatles, uma das bandas de rock mais famosa de todos os tempos, assim como o gênio da informática Bill Gates, também praticaram ao longo de suas carreiras, a regra das 10 mil horas. Em 1960, quando ainda era uma banda de rock do ensino fundamental, os Beatles foram convidados para tocar em Hamburgo na Alemanha, e tocaram juntos 8 horas por dia, 7 dias por semana sem parar, agarraram a oportunidade com muita paixão, dedicação e esforço.
Em 1964, o sucesso dos Beatles era uma coisa extraordinária, eles tocavam ao vivo cerca de 1.200 vezes, provocando emoções nos jovens e adultos com suas músicas alegres e contagiantes. Para explicar o sucesso da banda, John Lennon disse: “melhoramos e ficamos mais confiantes. Isso foi inevitável com aquela experiência de tocar durante toda a noite. Precisávamos nos esforçar ao máximo, colocar nosso coração e nossa alma naquilo para conseguirmos chegar ao fim”.
Bill Gates, um jovem estudante, talentoso na matemática descobre a programação de computadores, e se entediava facilmente com os estudos. Na faculdade, depois da aula, corrria para o clube de informática e ficava lá elaborando programas até altas horas da noite. No período de 7 meses em 1971, Gates e seus amigos acumularam 1.575 horas de computador, uma média de 8 horas por dia, 7 dias por semana. Gates teve acesso à programação em tempo real, na 8ª série em 1968. Daí em diante, o gênio da informática passou a viver numa sala de computador.
Outro fato que distingue as histórias extraordinárias dessas pessoas são as oportunidades que tiveram.
Quantos talentos existem por aí, e que moram em comunidades pobres, sem escolaridade, não conseguem as oportunidades?
Quantos jovens adolescentes conseguem obter esse mesmo tipo de experiência?
Na realidade, muitas pessoas de sucesso continuam sendo favorecidas por alguma oportunidade fora do comum. As pessoas “ FORA DE SÉRIE”, continuam sendo beneficiadas pelas oportunidades ocultas.
Será isso pura sorte ? ou será que as 10 mil horas são a regra geral para o sucesso?
Para muitos empreendedores de sucesso, a paixão pelo negócio faz toda a diferença. É quando você é o responsável por suas decisões e escolhas.
Segundo a regra dos três fatores: Autonomia, complexidade e relação entre esforço e recompensa, o trabalho precisa ser significativo; não é quanto ganhamos que nos deixa satisfeito, e sim o fato de estarmos realizando uma atividade a que atribuimos importância. Envolva-se numa ocupação criativa, usando a mente, a imaginação, e sinta-se feliz.
• Saiba mais: Malcolm Gladwell: Outliers. Fora de Série.
• Gladwell é autor de mais 2 livros: • Blink: A Decisão Num Piscar de Olhos e O Ponto de Desequilíbrio.
Palestras : Empreendedorismo e Marketing Pessoal.
www.rosivalfagundes.com.br
contato@rosivalfagundes.com.br
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